
CRIAR UM BLOG EM 2026 FAZ SENTIDO?
Confesso que ainda não sei ao certo, conteúdos em um perfil na rede social, publicações com 144 caracteres, vídeos de até 90 segundos e cortes de entrevistas de mentira talvez engajariam mais. Mas a proposta aqui é outra.
Eu vi os blogs nascerem, cheguei a ter mais de um em diferentes momentos da vida, mas também os vi desaparecerem. Quem é que tem tempo e paciência de ler um texto com mais de dois parágrafos hoje em dia?
No entanto, me faz sentido criar um espaço onde eu possa desenvolver algumas ideias com mais tempo e publicar alguns textos. Eu sempre gostei de escrever.
Não me esqueço de uma vez, na reunião de planejamento da Subsede Grande ABC do CRP SP no início de 2020, a mediadora propôs uma apresentação diferente: se você não fosse psicólogo, o que seria?
No meu caso, seria professor, o que já sou. Então, me coloquei a pensar: se eu não fosse psicólogo nem professor, o que eu seria?
Jornalista!
Foi a minha resposta rápida sem muito pensar a respeito. Pensando depois, pude entender um pouco mais. Como diz Silvio Bock, ao pensar numa profissão como possibilidade, evocamos o que está posto socialmente, o que sabemos a respeito dela e as pessoas que conhecemos naquela profissão, e o primeiro nome que me vem é a Eliane Brum.
Conheci ela por acaso, vi seu livro exposto numa livraria e comprei porque o título me chamou atenção e a proposta me despertou curiosidade: “A vida que ninguém vê” (Arquipélago Editorial).
Desde então acompanhei sua coluna na Época, no El País, li seus livros (alguns comprei e ainda não li, quem nunca?), e penso que seria muito legal ter uma coluna em algum jornal/portal ou qualquer coisa do tipo. Mas nunca investi nisso.
Hoje em dia, a internet permite que eu mesmo crie a minha coluna, então não preciso esperar o convite de algum lugar para publicar meus textos, posso criar um blog e publicá-los a quem interessar ler. Lógico que o alcance é muito menor, mas isso não é uma questão agora.
A minha primeira questão foi a dúvida se conseguiria manter uma regularidade de publicações com a agenda intensa do jeito que é. A segunda foi o nome.
Poderia ser apenas “Blog do Rafa“, ou “Blog do Rafa Dutra“, como costumam me chamar profissionalmente, mas quis trazer de volta o nome de um blog que tive no passado, embora com outra proposta: “Homem em Movimento”.
Este será o nome deste blog, um nome que faz referência ao subtítulo de um livro histórico da Psicologia Social brasileira, organizado pela Silvia Lane e pelo Wanderley Codo, publicado em 1984 pela Editora Brasiliense; e, ao mesmo tempo, diz sobre mim, minha visão de sujeito, da vida e de mundo: em movimento…
Ainda não sei a periodicidade das publicações, se conseguir um ritmo bom será semanal, se não quinzenal ou até mensal. E isso também não importa muito agora.
Também ainda não sei ao certo o formato, mas como sempre gosto de lembrar: “o caminho se faz ao caminhar“. O que importa agora é tirar do mundo das ideias e tornar concreto, começar.
Confesso que ainda não sei bem se faz sentido criar um blog em 2026, mas para mim faz, e quero dar boas-vindas a quem quiser chegar comigo por aqui.
Bora lá?!
Forte Abraço!
Rafa Dutra